sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Colação de Grau... 29 de fevereiro...

E a colação já se foi...

É... a colação de grau (parte mais chata, que até foi legal...) foi tudo bem... demorouuuu... mas foi legal ver 300 pessoas da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp- Bauru se formando... momentos bons que ficarão guardados...



Arrumei um apito pra minha mãe já que ela não sabe assobiar alto (tinha muitos pais com cornetas, apitos, fachas...) e foi a alegria dela... rs... foi bem legal...



Até que o Guilhermão ficou bonito...

Formada! Ebaa.... e que medo!

Nem estavam muito felizes...


Amigos de turma... e mais que isso... bem mais...

Máaa....
MáS...





sábado, 23 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Coisas que eu sei...

Ouvi hoje essa música no rádio... gostei...

Coisas Que Eu Sei (Danni Carlos)

Eu quero ficar perto de tudo o que eu acho certo Até o dia em que eu mudar de opinião A minha experiência, meu pacto com a ciência Meu conhecimento é minha distração...

Coisas que eu sei Eu adivinho sem ninguém ter me contado Coisas que eu sei O meu rádio-relógio mostra o tempo errado... aperte o ‘Play’

Eu gosto do meu quarto, do meu desarrumado Ninguém sabe mexer na minha confusão É o meu ponto de vista, não aceito turistas Meu mundo tá fechado pra visitação

Coisas que eu sei O medo mora perto das idéias loucas Coisas que eu sei Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa... é minha lei

Eu corto os meus dobrados, acerto os meus pecados Ninguém pergunta mais... depois que eu já paguei Eu vejo o filme em pausas, eu imagino casas Depois eu já nem lembro do que eu desenhei

Coisas que eu sei Não guardo mais agendas no meu celular Coisas que eu sei Eu compro aparelhos que eu não sei usar... eu já comprei

As vezes dá preguiça, na areia movediça Quando mais eu mexo mais afundo em mim Eu moro num cenário do lado imaginário Eu entro e saio sempre quando tô a fim

Coisas que eu sei As noites ficam claras no raiar do dia Coisas que eu sei São coisas que antes eu somente não sabia... Agora eu sei...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

E a gente se acostuma...

Eu sei que a gente se acostuma...

Mas não devia...

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma. (Marina Colasanti)

Que verdade doída...

Quietude...

Quando se fica muito tempo sem falar é que ou não se tem nada de novo a comentar, ou se esqueceu de contar... no meu caso, não tenho muito o que contar... minha vida tá meio tranquila, um pouco sossegada, e isso está começando a me inquietar... (a me irritar, melhor dizendo...) Então lembro que se quero conquistar algo, todo o dia preciso dar um passo em direção ao meu sonho... e para tanto, preciso agir de modo que as minhas atitudes estejam em sintonia com as minhas vontades... estou tentando... logo terei novidades...